A fofoca, esta “amiga” que sempre nos acompanha,
é tão velha quanto a humanidade.
Na Bíblia, nos romances e no dia-a-dia a palavra fofoca está presente.
Ela está na pauta de todas as conversas em nosso cotidiano.
Na família, no cabeleireiro, na escola, nas esquinas.
Quantas horas não passamos ao telefone “falando mal” de alguém?
Atire a primeira pedra quem não fez uma
fofoca pelo menos uma vez na vida!
Mas o que é mesmo fofoca? É uma atividade de comunicação humana? É algo inocente que nos diverte? Muitos acreditam que a fofoca seja natural, uma forma de se comunicar. Mas não é, infelizmente, não é, na verdade a fofoca e um subproduto da inveja, é uma forma de enfermidade assim como qualquer outra doença, o câncer ou a esquizofrenia.
Uma epidemia
Melanie Klein, psicanalista, define o invejoso como aquele que quer o copo de água de outra pessoa estando com um lago aos seus pés. Ele quer a água do outro. Quer porque imagina que este copo lhe traga a suposta felicidade do outro. Não vê a água aos seus pés. Está cego. Willhen Reich pensa o fofoqueiro como uma pessoa que sofre de peste emocional, uma espécie de biopatia que o torna coxo (com caráter coxo)
Na historia da humanidade, a morte de Jesus Cristo pode ser interpretada como a morte de um ser invejado, afirmou Reich. Outros como Giordano Bruno, Galileu também forma vitimas dos invejosos. O que esses homens tinham de especial que foram tão invejados? Sabedoria, afeto e força para suas lutas. Não eram deuses, eram homens empenhados na luta por melhoria das condições de sua vida e na vida dos outros, diz Reich.
Para o autor, a inveja e sua companheira fofoca podem ser vistas como epidemias. A Inquisição na Idade Média, o Fascismo e o Nazismo, no século 20, são epidemias. Quem não se lembra da historia de uma mulher que foi denunciada por sua vizinha aos nazistas na Alemanha como inimiga porque cantava todos os dias? Quem não conhece a historia de um professor que era feliz com seus alunos e foi detratado por seus colegas? Quem não soube de um aluno estudioso que foi apelidado de louco, bobo? Quem não se recorda de uma colega que foi abandonada pelo marido e se tornou objeto de fofoca de bairro?A fofoca não tem compaixão. Ou melhor, os fofoqueiros não têm piedade. Eles têm inveja. E esta não deixa espaço à razão, à compaixão pelo outro. A fofoca mobiliza forças irracionais. Geralmente está acompanhada pela infelicidade, pela raiva ou angústia. Se eu não estou feliz, a culpa é do outro, pensa o fofoqueiro.
Postagem autorizada por Marta Bellini
Professora no Departamento de Educação
da Universidade Estadual de Maringá, PR.
Endereço Eletrônico: martabellini@uol.com.br
Um comentário:
MUITO BEM, EU NUNCA TINHA VISTO EESE ASSUNTO POR ESSE ANGULO, SEI QUE NÃO É CORRETO, MAS AS VEZES FAZEMOS COMENTÁRIOS SOB RE ALGUÉM COM ALGUÉM E NÃO IMAGINAMOS QUE ESTAMOS FAZENDO FOFOCA. é INCRIVEL A SUA SENSIBILIDADE, A SUA ÓTICA PARA UM ASSUNTO TÃO CORRIQUEIRO, QUE FAZEMOS SEM NEM PERCEBER QUER FAZEMOS MAL E NÃO BEM A NÓS MESMOS. PARABÉNS!!!!!!!!!!!
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