terça-feira, 9 de setembro de 2008

SEDE SILENCIOSAMENTE EFICIENTE – PARTE 1

Que significa ser silenciosamente eficiente? Significa que não temos que revelar a ninguém nossas vitórias para que elas se tornem importantes, no que nos interessa. Conquanto seja muitas vezes correto dizer à alguma pessoa o que acontece em nossa vida, nos tornaremos uma vítima se precisarmos informar aos demais para nos sentirmos satisfeitos. Uma vez que a palavra precisar entre em nosso vocabulário, ficamos a mercê do reconhecimento de outras pessoas, e se por qualquer motivo esse reconhecimento for negado será o mesmo que desmoronar e nos submeter ao julgamento de mérito de que não precisamos.
Também, ser mudamente eficiente significa que não temo que esfregar nossas vitórias no rosto de ninguém, porque ao termos essa atitude, descobriremos que os outros se “vingam” tentando nos frustrar de uma maneira ou outra.
Por outro lado, privacidade é a parte muito importante de nossa vida e necessária ao nosso próprio bem-estar. Querer que todos nos compreendam e compartilhem tudo que pensamos, sentimos, dizemos e fazemos é uma atitude autovitimadora. Além do mais, não sentir necessidade de ser compreendido e manter privadas algumas coisas são maneiras de evitar ser tangido de um lado para outro pelas pessoas. Embora isso não seja uma defesa do comportamento de um eremita social, é uma sugestão de que devemos encarar o direito pessoal que nos assiste de privacidade e, encarar mais destemidamente aqueles que tentarem nos vitimar invadindo essa área, ou ainda pior, negando-nos privacidade.
É preciso um pouco de coragem para insistir na privacidade, especialmente quando pessoas dizem que o desejo de tê-la é uma maneira de rejeitá-la. É uma inutilidade tentar explicar isso à maioria das pessoas. Temos que simplesmente com nosso comportamento, exercer esse direito.




Colaboração: Eugues Moura e OIT

Um comentário:

Anônimo disse...

Realmente, isso é essencial.
E é uma consequencia de uma personalidade auto-estimada, uma pessoa que acreduta em si, e sabe reconhecer seus proprios valores e virtudes, não tem a necessidade de expor ao mundo suas glórias. (;