terça-feira, 7 de outubro de 2008

SEDE SILENCIOSAMENTE EFICIENTE – PARTE 5

Não vale a pena discutir. O velho provérbio popular que diz que quem ama maltrata deve ser redondamente contestado quando a briga a tornar-se vítima de qualquer maneira. Você pode ser arrastado para uma discussão com alguém, descobrir que ficou nervoso, que a pressão arterial subiu, que chegou perto da violência, e depois esquecer a situação, considerando-a normal.
Mas não é normal, é uma atitude autodestrutiva.
Quando discute com alguém que não o compreende, você talvez acaba descobrindo, com surpresa, a freqüência com que sua argumentação reforça a incompreensão e ajuda a outra pessoa a defender ainda mais veementemente seus pontos de vista. A briga cimenta mais a obstinação dela.
Ter que provar nosso valor significa ser controlado por pessoas a quem temos que mostrar a prova. O comportamento silenciosamente eficiente não implica tal necessidade de alguém provar o que vale. Quando criança, abusamos do comportamento do tipo “olhe para mim”. Queríamos que todos, principalmente nossas pais, que nos observassem enquanto dávamos um salto do trampolim da piscina, as primeiras pedaladas na bicicleta ou participávamos de alguma experiência. Naquelas ocasiões, precisávamos desses olhos em cima de nós porque desenvolvíamos o conceito que fazíamos de nós mesmos na base da maneira como as “outras pessoas” importantes reagiam. Esses dias, porém, passaram. Já não somos mais crianças em desenvolvimento que precisa ser notada ou que tem que provar sem cessar o que vale.


Próximo assunto: Provar o quê a quem?

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